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domingo, 25 de marzo de 2012

6437.- JULIO LIRA

Julio Lira nació en Fortaleza, BRASIL en 1959. Educador y Licenciado en Ciencias Sociales de la Universidad de Fortaleza. Prêmio Domingos Olímpio de Literatura, da Secretaria de Cultura de Sobral, em 2002, e Prêmio Literário Cidade de Fortaleza, da Fundação Cultural de Fortaleza, em 2003. Livros publicados: A História Inacabada de Maria Rapunzel (Fortaleza: Fundação Demócrito Roch






en la neblina, angelopoulos


atrás de la neblina
hay una casa
lo sé
no la ves:
aparece apenas la cerrazón
apenas un día
en que nada se ve
más allá del suelo donde pisamos:
pero ya es mucho
y lo sé
y oigo:
algún vecino
-tal vez ciego-
toca en el acordeón
una historia triste de amor:
también por eso
lo sé –
y algún radar primordial
sostiene tal certeza:
atrás de la neblina
hay una casa


Versión de Aníbal Cristobo






jogo de pedras para um jardim japonês


no muro alto instalam a cerca elétrica.
na camada suficiente de amarelo,
num subcutâneo cinza
que se dizia branco-gelo,
o recostar ocasional.
também fixo, um choro,
e silêncio amealhado


mucosas regurgitadas
aos pedaços, pois é aos pedaços
que se pede que se morra
– asa da xícara ao chão –
a criança, pele tão fina,
tateia a enciclopédia de mitologia


Perseu brande o escudo
e Medusa, refeita convexa,
cáustico ouriço solar,
desdobradas vezes mais visível
aos circunstantes


paredes empáticas,
no reboco contaminado
sal e umidade por gerações
rui a crosta ao fio dos segundos


a cabeça-ninho apartada e
viva, secretando peças para
o jardim japonês – e um cavalo voador






a partir de Kapa

Azul de granada, amanhã franceses e alemães descerão à praia. Neste instante, um cadáver - o cobertor de barras listradas - com braços e pernas desabadas empurra à frente os ombros circunflexos e a cabeça raspada da menina. Um olhar curto (qualquer desenho de horizonte é desmentido) preso à calçada. Só a sombra, em diagonal, estende-se.



arquitetura para o bem comum

A um foi contraposto o outro – estruturas de um arco pleno, em distância constrangedora. Mãos perdidas, calças curtas, entrincheirados por trás da mesa com toalha de linho e arabescos, em souvenir eucarístico esperando o flash que décadas depois ainda disparava, iluminando a mesma disposição.