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sábado, 28 de abril de 2012

6743.- AGOSTINHO DA SILVA



Agostinho da Silva.
George Agostinho Baptista da Silva (Oporto, 13 de febrero de 1906 — Lisboa, 3 de abril de 1994), fue un filósofo, poeta y ensayista portugués. Su pensamiento combina elementos de panteísmo, milenarismo y ética de la renuncia, afirmando la libertad como la más importante cualidad del hombre. Agostinho da Silva puede ser considerado un filósofo práctico y empeñado, a través de su vida y obra, en el cambio de la sociedad.
[editar]Biografía

George Agostinho Baptista da Silva nació en Oporto em 1906, mudándose a Barca D'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo), donde vivió hasta los 6 años. De 1924 a 1928, curso Filología Clásica en la Faculdad de Letras de la Universidad do Oporto. Después de acabar la licenciatura, comienza a escribir para la revista Seara Nova, colaboración que mantiene hasta 1938.
En 1931 parte como becario hacia París, donde estudia en la Sorbona y en el Collège de France. Después de su regreso en 1933, da clases en la enseñanza secundaria en Aveiro hasta el año 1935, años en el que le obligan a dimitir de la enseñanza oficial por negarse a firmar la Ley Cabral, que obligaba a todos los funcionarios públicos a declarar por escrito que no participaban e organizaciones secretas (y como tal subversivas).
Crea el Núcleo Pedagógico Antero de Quental en 1939, y en 1940 publica Iniciación: cadernos de información cultural. Es detenido por la policía política en 1943, abandona el país al año siguiente.
Vivió en Brasil de 1947 a 1969, exilado por su oposición al Estado Novo, presidido en esta época por Salazar. En 1948, comienza a trabajar en el Instituto Oswaldo Cruz de Río de Janeiro, estudiando entomología, y enseña simultáneamente en la Faculdad Fluminense de Filosofía. Colabora con Jaime Cortesão en la investigación sobre Alexandre de Gusmão. De 1952 a 1954, enseña en la Universidad Federal da Paraíba (en João Pessoa (Paraíba)) y en la de Pernambuco.
En 1954, nuevamente con Jaime Cortesão, ayuda a organizar la Exposición del cuarto Centenario de la Cidad de São Paulo. Es uno de los fundadores de la Universidad de Santa Catarina, crea el Centro de Estudios Afro-Orientales, y enseña Filosofía del Teatro en la Universidad Federal da Bahia, volviéndose en 1961 asesor para la política externa del presidente Jânio Quadros. Participo en la creación de la Universidad de Brasilia y de su Centro de Estudios Portugueses en el año 1962 y, dos años más tarde, crea la Casa Paulo Dias Adorno en Cachoeira e idealiza el Museo del Atlântico Sul en Salvador.
Regresa a Portugal en 1969, después de enfermar Salazar y su substitución por Marcello Caetano, que dio origen a alguna abertura política e cultural del régimen. Desde ahí continuo a escriver y a enseñar em diversas universidades portuguesas, dirigiendo el Centro de Estudios Latino-Americanos de la Universidad Técnica de Lisboa, y en el papel de consultor del Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões).
En 1990, la RTP1 emitió una série de trece entrevistas al profesor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias.
Falleció en el Hospital de San Francisco Xavier, en Lisboa, en el año de 1994.
Un documental sobre el, titulado Agostinho da Silva: un pensamiento vivo, fue realizado por João Rodrigues Mattos, y lanzado por Alfândega Filmes, en 2004. Existe una entrevista, hasta el momento no publicada, conducida por António Escudeiro y llamada Agostinho por si próprio, en la cual hala sobre su devoción al Espírito Santo.
Es considerado como uno de los principales intelectuales portugueses del siglo XX. Entre otros libros publicados, consta una biografía de Miguel Ángel, Louis Pasteur e San Francisco de Asís. Su libro más importante será probablemente Siete cartas a un joven filósofo.




Otro

A quem faz pão ou poema
só se muda o jeito à mão
e não o tema.

Atingira um silêncio tão de espanto
que era todo universo à sua volta
um seduzido canto.

E posto que viver me é excelente
cada vez gosto mais de menos gente.

Não sei quem manda na vida
mas a quem for eu me entrego
e o que queira me decida.

Pé firme leve dança
que o saber seja adulto
mas o brincar de criança.










Dizendo que é só amor
fazes Deus menor que Deus
cercas o ilimitado
dos limites que são teus.

Deixa de estufar o peito
quando fazes tuas rondas
talvez teu cérebro seja
só um bom detector de ondas.

Do que é o Espírito Santo
só diga quem fique mudo
que palavra há que me leve
àquele nada que é tudo.

E venha filosofia
teologia que farte
o que se pense de Deus
é só de Deus uma parte.

Nunca voltemos atrás
tudo passou se passou
livres amemos o tempo
que ainda não começou.

É só bem dentro de nós
que o projeto se anuncia
se retoma se reforma
e se volta à luz do dia.

É o mundo que nos coube
perpétua ronda de amor
do criado ao incriado
por sua vez criador.

Mais longe estás se houve início
mais perto se o tempo finda
e a rosa que em ti abriu
é em mim botão ainda.

Mais que a teu Deus sê fiel
ao que tu sejas de Fé
talvez o Deus que te crias
oculte o Deus que Deus é.

Mais que tudo quero ter
pé bem firme em leve dança
com todo o saber de adulto
todo o brincar de criança.

O mundo é só o poema
em que Deus se transformou
Ele existe e não existe
tal a pessoa que sou.

Todo momento que foge
a eternidade encerra
só atingirás o céu
por cuidado passo em terra.

Talvez seja isto somente
o de mais perfeito ensino
ter homem a liberdade
de se entregar ao destino.

Divino espírito santo
senhor do imprevisível
me toma pois da verdade
só quero o que for incrível.

Como durmo sossegado
sabendo que por mim vela
uma coisa que sonhando
vivo me tem dentro dela.






Luz e sombra etéreas danças
alma fremindo e parada
gaivotas águas crianças
calmo o céu e lenta a vela
meu amor de tudo e nada
o sonho em mim vida nela








Jorra a fonte suas águas
indiferente ao da sede
como o da sede das águas
é à fonte indiferente
não à sede
mas como custa ser fonte
pronta a dar sua água à sede
de indiferente
quando se é fonte e tem sede.







Experimento agir por não agir
com meus mestres chineses fascinado
tanto mais que me vejo consolado
de me ter obrigado a existir

mas bem sinto o dever de repetir
o dentro de mim mesmo revelado
aquilo que jamais teria ousado
alto dizer a quem o queira ouvir

que por aí me ligo e firme prendo
ao mais alto poder e enfim me alio
ao que talvez não seja embora sendo

ao que o mundo contempla não o vendo
ao que a mim me criou porque eu o crio
ao que à vida conduz não a vivendo.

"Uns poemas de Agostinho", Ulmeiro